> “A Rádio Barbacena tinha saído do ar. Logo em seguida, o telefone tilinta e ao ser atendido, uma voz do outro lado (que seria a da Diretora, à época), nervosamente determina de lá. Eu quero falar com o operador de som. Este corre para atender e aquela voz pergunta: “Porque a Rádio saiu do ar?”. O operador calmo e adivinhando quem falava, tentou explicar, sem esperar a bronca... Sim senhora... eu já apurei. O que aconteceu é que a linha do transmissor foi arrebentada pelos urubus. (Naquele tempo, nas imediações do Transmissor, situado perto do Matadouro Municipal, existiam certamente nuvens de urubus). Sem acabar de ouvir, bradou do outro lado a nervosíssima Diretora: “Eu já não falei!? Eu não quero saber de urubus na linha da Rádio...”
> “No dia... 1956... o locutor que estava participando de uma reportagem de Carnaval, ao concentra-se na propaganda do patrocinador, assim se referiu: “Rádio Barbacena e Transporte Girassol, juntos nesta transmissão de Carnaval de rua da nossa Princesa dos Campos! Rádio Barbacena e Transporte Girassol... UM OLHO NA ESTRADA... UM OLHO NOS ACONTECIMENTOS... UM OLHO NO CARNAVAL...” Do fundo, um gaiato com voz espremida brada espirituosamente: “Ô...ô...ô... Exagerado... Nunca vi tanto ôio numa cara só...”
> “Numa outra transmissão de Carnaval, no dia... 1960... o locutor... com voz rouquenha e arrastada... “Estamos assistindo a uma batalha carnavalesca, na principal artéria da nossa cidade. Nesta altura em que passa pelo nosso palanque, o Rancho tal... tendo à frente linda porta-estandarte... ao lado dela, encantadoras Portas-bandeira, alucinantes odaliscas e deslumbrantes passistas... já foi lançada mais de uma tonelada de serpentinas e confetes nesta praça e adjacências... está obstruído este nosso centro carnavalesco de rua! Nossa visão está prejudicada. Nada conseguimos mais divisar nem ver para descrever... “Não demorou muito o locutor foi substituído e tempos depois despedido, pois em verdade, o nosso amigo repórter estava de cuca cheia...”
> Outra de Carnaval: “No dia... 1968... o locutor que estava comandando a transmissão carnavalesca direto do estúdio anuncia: “Vamos agora, girar a nossa equipe de repórteres localizados nos principais clubes da cidade – Andaraí, Olympic, Automóvel Clube e Clube Barbacenense. Vamos começar chamando o Barbacenense... Boa noite... (fulano de tal). Do Barbacenense (com voz vibrante e super entusiasmado...) “Boa noite ouvintes... aqui fala o repórter... direto do Clube Barbacenense o “Antro Social da Cidade...” - (profundo silêncio). É que, o nosso incauto repórter se equivocou ao dizer o slogan do clube conhecido como o “Gigante Social da Cidade”.
> “No dia... 1948, o locutor... que transmitia da Igreja Matriz de N.S. da Piedade, saiu-se com esta: “estamos transmitindo diretamente do Clube Barbacenense...”